11 de agosto de 2008

Tantos Sonhos Feitos


Tantos sonhos feitos
E tudo desfeito.
Agora resta apenas o adeus
Vai com Deus.
Tudo tem seu tempo
Tudo tem seu momento
E agora é do adeus.
Não sei se será para sempre
Não sei se há adeus com gosto
De ficar
Com gosto de tocar
Com gosto de permanecer
Sem gosto de tentar esquecer
Mas fica o adeus
Deixo o gosto dos meus lábios
nos Teus.
E tudo desfeito.
Agora resta apenas o adeus
Vai com Deus.
Tudo tem seu tempo
Tudo tem seu momento

14 de janeiro de 2008

POR VEZES



Por vezes as pessoa aparecem na nossa vida e nós apercebemo-nos logo nesse instante que estava destinado a acontecer assim… como se tivessem um propósito, para nos ensinar algo ou ajudar-nos a descobrir quem somos ou quem pretendemos vir a ser. Não fazemos idéia de quem possa ser essa pessoa, mas no momento em que trocarmos um olhar sabemos que isso transformará a nossa vida de alguma forma.Tudo acontece na nossa vida por uma razão, nada acontece ao acaso ou por sorte. Doença, Amor, momentos de tristeza, tudo isso só serve para testar os limites da nossa alma.Sem estes pequenos testes, a vida seria como uma vela sem chama, ou uma estrada segura e confortável mas sem qualquer ponto de chegada.As pessoas que conhecemos transformam as nossas vidas. O sucesso e o fracasso fazem de nós aquilo que somos, e com as más experiências aprendemos sempre algo. Atrevo-me mesmo a dizer que são essas más experiências que mais nos ensinam. Se alguém nos magoa, trai a nossa confiança ou despedaça o coração, devemos aprender a perdoar, pois dessa forma ajudaram-nos a aprender a importância da confiança e em como devemos ser cuidadosos ao abrir o nosso coração para alguém.
Se alguém nos ama, devemos retribuir com amor incondicional, não porque somos amados, mas sim porque nos estão a ensinar a amar e a abrir os olhos para as coisinhas pequenas da vida… Devemos tentar fazer com que todos os dias contem, devemos apreciar tudo ao até ao limite dos nossos sentidos, pois cada momento é único nas nossas vidas.
Podemos falar com tantas pessoas quantas acharmos por bem, temos a obrigação de amar e ser-mos amados, temos o direito de ser livres de sentimentos e pensamentos e compartilha-los com aqueles que nos são mais queridos.
Mas acima de tudo, temos obrigação de elevar bem a cabeça e olhar em frente, pois somos seres singulares e especiais.
Acreditar em nós mesmos é necessário, caso contrário ninguém acreditará. Criemos a nossa vida e vamos lá para fora vivê-la.

14 de dezembro de 2007

MOMENTO


Sem pensar nasce um sorriso,
Independentemente do lugar.
Duas mentes; o instante,
Simplesmente a partir de um olhar.
Primitivamente o beijo,
Delicadamente invade um verbo:
Namorar.

16 de outubro de 2007

Eterno Silêncio



Hoje a Morte veio ordinariamente, levou-te minha fiel companheira, tu que de entre todos sempre tiveste um amor imenso, um momento de atenção para com os outros, mesmo na tua enfermidade, esses olhos esverdeados sempre demonstraram um amor incondicional, capaz de morrer para defender aquilo que era o mais importante para ti, a família.

Tu que nunca deverias ter feito parte da minha vida, mas quis o destino que assim fosse, quis o destino que tu ocupasses um lugar no meu coração. Foste um anjo que partilhou os meus bons e maus momentos nesta minha aventura africana, eu arrastei-te para isto, e tu nunca reclamaste, nunca questionaste se tinha ou não sido a melhor escolha.

Resta-me um pensamento cristão de que tudo o que é nosso acompanhar-nos-á no outro mundo, espero poder voltar a ver-te um dia minha querida.


Em homenagem á minha Nancy, nascida a 18/06/2005 .

14 de outubro de 2007

A Essência


A essência

A essência da vida são os outros. A nossa época é-lhes contrária por várias estupidezes. As pessoas vangloriam-se de ser independentes, individualistas, auto-suficientes, egocêntricas, únicas, solitárias, livres. Dizem: "Quero lá saber o que os outros pensam!" sem perceber a terrível vaidade que isso implica. Para ter a noção do pouco que valemos, basta subtrair ao que somos o que aprendemos, o que lemos, o que vivemos com os outros. É só ver o que fica. Coisa pouca. Sózinho quase ninguém é quase nada. É somente juntos que podemos ser alguma coisa. A verdade é que devemos tudo a quem já deu, já morreu, já disse, já escreveu. E a nossa felicidade devêmo-la, não a nós próprios, mas a quem vive ou viveu ao pé de nós. Será isso o que custa tanto a aceitar. (...) No pouco tempo em que vivemos e trabalhamos, limitamo-nos a acrescentar um ponto ou outro à soma que já existe. Um dia morremos. A morte é o preço que se paga pelo facto de vivermos tão facilmente. Pelo facto de não termos de inventar a língua que se fala de não escrevermos os livros que se lêem, de não fazermos o pão que se come, de não sermos obrigados a estabelecer e a negociar as regras com que se vive. Os outros são a sorte que nos cabe, são o azar que nos calha. São o nosso último recurso e a nossa primeira obrigação. Esta é a essência da sociedade. Enriquecemos quando os outros são ricos, empobrecemos quando eles são pobres. Deixêmo-nos de betices. O sentimento mais importante de todos é a solidariedade. (...) Os outros são a nossa única justificação possível. Segui-los e servi-los , por questões de sabedoria e sentimento, é a nossa mais maravilhosa oportunidade.O essencial é amar os outros. Pelo amor a uma só pessoa pode amar-se toda a humanidade. Vive-se bem sem trabalhar, sem dormir, sem comer. Passa-se bem sem amigos, sem transportes, sem cafés. É horrível mas uma pessoa vai andando. Apresentam-se e arranjam-se sempre alternativas. É fácil.Mas sem amor e sem amar, o homem deixa-se desproteger e a vida acaba por matar. Philip Larkin era um poeta pessimista. Disse que a única coisa que ía sobreviver a nós era o amor. O amor, Vive-se sem paixão, sem correspondência, sem resposta. Passa-se sem uma amante, sem uma casa, sem uma cama. É verdade, sim senhores. Sem um amor não vive ninguém. Pode ser um amor sem razão, sem morada, sem nome sequer. Mas tem de ser um amor. Não tem de ser lindo, impossível, inaugural. Apenas tem de ser verdadeiro.O amor é um abandono porque abdicamos, de quem vamos atrás. Saímos com ele. Atiramo-nos. Retraímo-nos. Mas não há nada a fazer: deixamo-lo ir. Mais tarde ou mais cedo, passamos para lá do dia a dia, para longe de onde estávamos. Para consolar, mandar vir, tentar perceber, voltar atrás. O amor é que fica quando o coração está cansado. Quando o pensamento está exausto e os sentidos se deixam adormecer, o amor acorda para se apanhar. O amor é uma coisa que vai contra nós. É uma armadilha. No meio do sono, acorda. No meio do trabalho, lembra-se de se espreguiçar. O amor é uma das nossas almas. É a nossa ligação aos outros. Não se pode exterminar. Quem não dava a vida por uma amor? Quem não tem um amor inseguro e incerto, lindo de morrer: de quem queira, até ao fim da vida, cuidar e fugir, fugir e cuidar? (...) A essência da vida está fora de nós. Está nos outros todos juntos, sem lugar, sem tempo, sem saber como. A única coisa que temos é o amor.


Miguel Esteves Cardoso, "Último Volume", Assírio & Alvim, Lisboa, 2001, pp.71/2/3/4

20 de setembro de 2007

SAUDADE


Nada pode substituir o calor de um cumprimento face a face. Mesmo assim, pensamentos podem cruzar a distância e levar sorrisos e abraços, de lembrança...

29 de agosto de 2007

Oração


Possa eu ser em todos os tempos, hoje e sempre

O protector dos que não têm protecção

O guia dos que perderam o caminho

Um barco para os que têm de atravessar oceanos

Uma ponte para os que têm de atravessar rios

Um santuário para os que estão em perigo

Uma lâmpada para os que não têm luz

Um refúgio para os que não têm abrigo

E o servente de todos os que precisam."



Sua Santidade o Dalai Lama